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sexta-feira, 30 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Greves

Concordâncias

Mais uma greve! Mais uma guerra de números! Quantos? Quem?
Sindicatos e governo nunca estiveram de acordo, e também não foi desta vez. 80% para os sindicatos. 20% para o governo. No fundo, embora pareça o contrário, os números concordam. Para os sindicatos, os que não fizeram greve não pertencem à função pública. Para o governo, são os que fizeram greve que não pertencem a essa classe “privilegiada”.
Conclusões:
1.
isto só vem dar razão àqueles que afirmam que ninguém sabe quantos funcionários há na função pública;
2. que a função pública tem mais pessoal para os sindicatos que para o governo;
3. os trabalhadores que se cuidem. Alguns pensam que trabalham para o país, e não. São privados…
4. que governo, sindicatos, trabalhadores da função pública brincam com a gente como se fossemos todos estúpidos
Conclusão final:
é preciso melhorar o nível de vida de todos os portugueses e não só destes funcionários; que é preciso (mas desde há muito tempo) reestruturar a função pública; e que o nosso país está uma…. Porcaria!
Vamos em frente

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quinta-feira, 29 de novembro de 2007 Post By: Jiji

ONU Climática

Influências

Hoje voltei a Lisboa. Aproveitei para ler o jornal durante a viagem de comboio. É sempre bom viajar de comboio. Põe-se fazer muitas e variadas coisas, embora eu aproveite geralmente para ler, já que habitualmente o tempo falta-me.
Em letras gordas (Público 28.11.2007): Queremos uma ONU para as alterações climáticas?
Segue-se um artigo bastante bem feito onde se defendia que a ajuda humanitária não atinge os resultados devidos por causa das catástrofes, causadas justamente, pelas alterações climáticas. Daí a pergunta do título, esperando implicitamente uma resposta afirmativa. Uma ONU que se destine a combater este problema, que crie soluções, que aponte caminhos, que disponibilize meios para que os países sejam obrigados a trabalhar de concerto na protecção do clima.
A autora afirma que “à cabeça de várias medidas para combater as alterações climáticas vem a necessidade de se criar uma estrutura multilateral”.
Nunca tinha pensado nisso, mas se calhar até nem é má ideia. Claro que ninguém leva isso a sério, mas deveria. O certo é que o clima está a baralhar-nos as ideias, o futuro da humanidade e sobretudo a concepção da vida humana que queremos. Já não se trata só de consequências para gerações futuras, longínquas. As consequências já aparecem e é já a nossa geração que as suporta. Daí que muitas coisas comecem a mexer.
Ainda bem.
Venha de lá essa tal estrutura.

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terça-feira, 27 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Desabafos

Precisa-se um amigo


O meu Sporting voltou a perder para a liga dos campeões. Ok! É verdade, que já estamos habituados; consola-me que tenha, mais uma vez, jogado bem (enquanto teve pernas); do mal o menos, ficámos apurados já para a Taça UEFA; …
Mas já chega de vitórias morais, já chega de “falta de sorte”. Hoje estou em baixo, estava cá com uma fezada que íamos finalmente ganhar a uma grande equipa. Por isso preciso desesperadamente de um amigo, com quem desabafar, com quem chorar, que não me deixe cair, que suporte a minha tacanhez. Sim, preciso de um amigo. Um amigo como este talvez dê jeito.

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sábado, 24 de novembro de 2007 Post By: Jiji

O que é a justiça

Hoje estou numa de legalidade

O termo justiça (do latim iustitia, por via semi-erudita), de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o princípio básico de um acordo que objectiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal (constitucionalidade das leis) ou na sua aplicação a casos específicos (litígio).
Sua ordem máxima, representada em Roma por uma estátua, com olhos vendados, visa seus valores máximos onde "todos são iguais perante a lei" e "todos têm iguais garantias legais", ou ainda, "todos têm iguais direitos". A justiça deve buscar a igualdade entre os cidadãos.
Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido universal) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido estrito).
A justiça implica, também, em alteridade. Uma vez que justiça equivale a igualdade, e que igualdade é um conceito relacional (ou seja, diferentemente da liberdade, a igualdade sempre refere-se a um outro, como podemos constatar da falta de sentido na frase "João é igual" se comparada à frase "João é livre"), é impossível, segundo Aristóteles e Santo Tomás de Aquino praticar uma injustiça contra si mesmo. Apenas em sentido metafórico poderíamos falar em injustiça contra si, mas, nesse caso, o termo injustiça pode mais adequadamente ser substituído por um outro vício do caráter.
Justiça também é uma das 4 Virtudes cardinais, e ela, segundo a doutrina da Igreja Católica, consiste "na constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido".

Que bom que isto se realizasse!!!!!

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sexta-feira, 23 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Incongruências

Das duas uma

O governo não pára de criar conflitos com todas as classes sociais do país. É que não é só com algumas, é com todas. A função pública apresta-se a fazer uma greve geral, no dia 30, apoiada pelos maiores (e quase todos os outros) sindicatos do país; depois de vários desentendimentos com professores, médicos, empresários, (os pobres agricultores á que não têm voz!) é agora a vez dos magistrados.
Ou os membros do governo não sabem o que fazem, é tudo gente ignorante, desonesta, sem capacidade para os cargos que ocupam, não são de direita nem de esquerda, porque chateiam toda a gente…
Ou então está a tocar no bolso, nos privilégios, nas prerrogativas de alguém, e isso cria mossa.
Eu acredito que talvez seja um pouco das duas, o que somando as coisas, se equilibram umas às outras. Se calhar é isso que faz com que o governo, apesar de todas estas guerras continuar a ter o apoio da maioria dos Portugueses e se houvesse hoje eleições, o PS teria provavelmente a maioria absoluta.
São as incongruências dos Portugueses.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Campeonato da Europa

Qualificados

Ganhou!
Portugal não ganhou o jogo mas apurou-se para o próximo campeonato da Europa a realizar no próximo verão.
Muita dificuldade, muito sofrimento. A gente chega a desesperar. É gritante a falta de soluções atacantes da nossa selecção. Fintas, rodriguinhos, perdas de bola, muita corrida e pouco resultado. Enfim, parabéns para eles e para o fantástico público que os apoiou até ao fim.
No entanto, parece-me que Portugal tem alguns bons jogadores e uma boa equipa. E é tudo. Não temos uma super equipa! Isso não! E é certamente porque muitos pensam que sim, que assobiam os jogadores. È que a fasquia está colocada muito alta e exigem dos jogadores e da equipa o que nem eles nem ela (equipa) têm a capacidade de dar.
Exigir que dêm o litro, sim; ganhar tudo, não, porque não temos equipa por aí além.
E Scolari está bem consciente disso quando afirmou que se ficássemos apurados seria bom, mas se corresse mal, corria mal. Ponto final.

E nisso ele tem razão, porque ele conhece a equipa melhor que ninguém.
Um abraço de parabéns a todos. Assim temos mais alguns meses para sonhar e fazer prognósticos. E enquanto andarmos entretidos com futebol, esquecemos as amarguras do dia a dia com que a nossa classe política e governante nos vai brindando.

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Post By: Jiji

Menos que merda

Respeito, Senhores

Toca o telefone.
A mulher com voz aflita e atrapalhada anuncia que as águas rebentaram, a criança vai nascer,… do outro lado responde uma voz de homem a perguntar o que se passa, que não houve bem, faz barulho a imitar ruído de fundo para mostrar que não ouve,... desliga pede desculpa, “era a minha mulher” – dizia. Outra voz masculina: “aqui tem, é um grande carro”.
Voz já reconhecestes aqui o guião de uma publicidade em moda nas estações de rádio.
Isto deixa-me completamente desvairado, desterrado . Os gajos apresentam-nos uma publicidade para nos fazer crer que um carro é mais importante que uma criança! Comprar um carro é mais urgente que assistir a mulher no parto! As águas rebentarem, o filho nascer, a esposa a sofrer e a correr riscos de vida, não tem comparação com a adrenalina de terminar o contrato de compra de um carro.
Publicidades destas são maquiavélicas e deveriam simplesmente ser banidas, porque nos apresentam uma imagem da pessoa, menos que MERDA, sem dignidade nenhuma. Cá para mim (mas quem sou eu!?) é uma grande falta de respeito por si mesmo e pelos outros.

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domingo, 18 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Paz imberbe

Coragem precisa-se

Este fim de semana estive a "leste" de tudo. Ainda bem!
No entanto ainda deu para ouvir que o primeiro ministro Israelita e o presidente da palestina vão encontrar-se esta segunda feira para "ver se acertam" o calendário e as etapas da paz no médio oriente.
Parece ponto assente que ambas as autoridades e a maioria dos dois povos, desejam a paz. É sabido também as grandes divergências para se conseguir um acordo, seja na forma como no fundo. É sobejamente conhecido a pressão que os extremistas radicais de ambos os lados exercem para que estes encontros resultem num fracasso. Ninguém tem duvidas que há muito interesses por trás e que muita gente ganha com o continuar desta situação degradada.

Então? Duvidar do resultado destes encontros? Acreditar que desta vez é que é?
Eu penso que nem uma coisa nem outra. Agora estou convicto que dêem por onde derem, mais cedo ou mais tarde, a paz terá que vencer. Disso já estão convencidos os governantes e uma grande parte dos povos (uma grande maioria). Então temos que ser ousados e acreditar que dali pode sair alguma coisa. Só abonaria em bem para todos. Senão, é mais uma oportunidade que se perde, para que uma data de energúmenos continuem a rir-se.

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sexta-feira, 16 de novembro de 2007 Post By: Jiji

CP gratuita

Um pouco de inteligência

Hoje fui a Lisboa, de comboio. Na ida, o revisor passou por mim duas vezes, sem nunca me pedir o bilhete.
Na vinda, o comboio completamente cheio, um só revisor. Começou na primeira clase. Quando chegou ao meu lugar estava quase a chegar ao destino. Entretanto já algumas pessoas tinham descido.
Quer dizer, pode-se viajar Coimbra – Lisboa, ida e volta, e com um pouco de inteligência e também de sorte, pode-se viajar gratuitamente.
É os países que temos: falta de estruturas, meios, ideias. Não basta legislar sobre o que quer que seja para que isso seja realizado. É necessário ter os méis à disposição que permitirão pôr em prática os mecanismos para a aplicação da lei.
Mas isso é uma outra história. É mais profícuo querer obrigar os médicos a mudarem o seu código deontológico.

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Guerrilhas

Deontologia pilotada

Mais uma guerra governo vs ordem dos médicos. Desta vez (mais uma!) promovida pelo ministro da saúde. Eu até aceito que um código deontológico possa mudar; acredito mesmo que é salutar: mas quem é que tem poder de mudar um código deontológico, seja ele da ordem dos médicos, advogados, carpinteiros, trolhas, …? Não é certamente o governo. O mais que podem fazer é um código deontológico do governo!
Sabendo todos que um código deontológico não é uma lei, antes alguns princípios de conduta gerais para a acção pessoal de cada membro, não sei porque o governo, ou quem quer que seja que não um médico, se vem imiscuir destes assuntos.
E depois não é porque uma certa prática está despenalizada que eu a deva, ou seja obrigado a aceitar. O que eu devo, se não quiser ser condenado é ir contra a lei, agir contra. Mas nos meus princípios humanos, sociais e até religiosos posso não estar de acordo.
Senão o governo deveria apresentar queixa contra a Igreja católica porque se recusa a permitir o divórcio já que pela lei é permitido, ou o casamento de padres. Deveria apresentar queixa contra todas as pessoas que decidem trabalhar para além dos 65 anos, uma vez que a lei permite a reforma a essa idade. E podíamos continuar. Que eu saiba, a lei permite o aborto até às 10 semanas, não obriga o aborto!!! Ninguém pode ser processado ou prejudicado por não querer fazer o aborto. Se os médicos, mediante a sua ordem, decidem que fazer aborto é falta grave, têm todo o direito! Porque será que não se procura ver as coisas imparcialmente?
Mais um bidão de gasolina para a guerra do nosso serviço nacional de saúde.

PS: Só quero dizer, para não haver mal entendidos que eu até nem estou descontente com a acção deste governo, em geral. Mas há coisas que não sou obrigado a estar de acordo.

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terça-feira, 13 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Triste

Tanta coisa para tão pouco

É triste! Pelo menos para mim. Para outros pode não ser. As catástrofes, cataclismos, pestes e outros que tais só nos afectam realmente se tocarem alguém próximo ou a nós próprios. Senão, é um marasmo completo e uma indiferença mórbida.
A gente cruza-se nas ruas e parecem Zombies, olhar no chão ou em frente, indiferente, longínquo, abstracto e ausente. Não sei em que pensam, talvez em nada… o sofrimento, a dor, a morte, a tristeza… procura-se evitar e esquecer, sobretudo quando é a dos outros.
Percorremos as ruas, os centros comerciais, as lojas, como se não estivéssemos presentes, como se fosse só para passar o tempo. E no entanto, caminhamos como se não tivéssemos tempo para nada.
Não há tempo para um dedo de conversa? Não se conhece ninguém? Ou fazemos que não conhecemos?

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sexta-feira, 9 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Iluminados

Irresponáveis

Já ouviram ou leram a notícia da “L’ Arche de Zoé” – Arca de Zoé? Que vos parece?
A mim, ninguém me tira da cabeça que os dois governos, Chadiano e Francês sabiam de alguma coisa e, por qualquer razão (política?) deixaram avançar as coisas até este ponto. É muito mistério muita complexidade, quando se começa a perguntar como foi possível?
Para onde iam as crianças? Onde colocar 10.000 (segundo os desejos dos responsáveis pela ONG? Tráfico? Adopção? Todos os cenários são possíveis, infelizmente.
Como vai reagir a comunidade internacional da acção humanitária? Como serão encaradas as ONGs a partir deste acto? Como reagirão os governos? E as pessoas que colaboram? Temos que admitir que foi um rude golpe na credibilidade, já debilitada, da acção humanitária nas regiões de conflito, de calamidades e de refugiados. Nem tudo é permitido, mesmo com o intuito de ajudar. O respeito da pessoa, seja qual for a sua situação é prioritário e não se pode saltar por cima de normas e leis só porque nos apetece, o nosso coração se entristeceu, ou porque podemos e temos os meios. Isso não é ajuda humanitária. Pode é ser despotismo, inconsciência, desrespeito, autoritarismo, …
Oxalá a consequências deste acto não sejam muito pesadas para as outras ONGs e sobretudo para o crédito da acção humanitária.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Hoje não me apetece escrever


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quarta-feira, 7 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Tristes figuras

Ai as comadres

Ena pá! Ganda discussão hoje na Assembleia da República! Direita, esquerda, esquerda, direita. Parecia um jogo de ping pong ou de ténis (em terra batida, claro!).
Isto é, era para ser. Afinal a montanha pariu um rato. Discutia-se o orçamento para 2008. Afinal parece que de orçamento se discutiu muito pouco. A primazia foi dada aos ataques pessoais. Fez-me lembrar quando era pequeno lá na aldeia, as discussões das mulheres. Não é que tenha nada de particular contra as mulheres! Mas devo confessar que as discussões femininas sobre algo caiam sempre nos ataques pessoais. Os argumentos a favor e contra o sujeito em questão esgotavam-se em 30 segundos. O resto era “sua P…” pra qui, “sua Vac..” pra li! Enfim, é certo que o vocabulário não era muito rico nem variado, mas que dava emoção, lá isso dava. E quando se pegavam só quando os homens já não podiam mais de tanto rir, é que as separavam. Mas com cautela, senão ainda levavam também eles de tabela.
Enfim, um mau serviço, mais uma vez para o povo português que passou uma tarde inteira sem perceber o orçamento e triste figura para os políticos e governantes que mais pareceram comadres.
E é para isto que ganham tanto? Tristes figuras, mas bem pagas, não haja dúvida.

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terça-feira, 6 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Pensos

Terceiro mundo

Hoje fui ao centro de saúde. Tinha que mudar o penso da operação.
Simplesmente caótico:
Primeiro: Antes que acertasse com o bom módulo ao qual me dirigir, indicaram-me 3. Os módulos são 7.
Segundo: Não tinham pensos impermeáveis. Inacreditável, mas é verdade! Não tinham e não pensam ter. Já tiveram, mas agora não faz parte dos planos futuros do CS.
Foi simpático!? Aproveitei para uma conversa, com a enfermeira, sobre o estado lastimável da saúde em Portugal. Simplesmente terceiro mundista. Parece alguns países africanos, mas dos mais subdesenvolvidos! Cheguei a ter saudades da “minha”África. Terminámos a rir como bons amigos.
As voltas que a vida dá.

PS: Não me esqueço de dizer, que tive que ir à farmácia comprar pensos impermeáveis (uma caixa de 5 a 6.75€). Como diria um grande saudoso: “E esta hein!”

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domingo, 4 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Más notícias

É preciso distinguir

Diz o povo que de Espanha “nem bom vento nem bom casamento”. Agora parece que também nem da África. “África cansada de más notícias” é o título de uma revista missionária.
Más notícias para quem? Para nós? Para os africanos? Para os governantes africanos? Para os empresários europeus que investem em África? Para os traficantes de pessoas (crianças, prostituição, órgãos humanos, …)? Para os comerciantes de armas? Para…?

Qualquer que seja a ponta por onde peguemos, não me parece que a afirmação esteja correcta. A África não está cansada de más notícias. Ela está é saturada de acontecimentos que são má notícia para alguém. As más notícias são para nós, os acontecimentos, na base dessas notícias, são eles que as vivem. E isso não é a mesma coisa.
Uma má notícia para mim pode ser a fome em África, mas quem passa a fome não sou eu, é o africano.

Deixemo-nos de cinismos, de falsos pudores e de pretensa solidariedade. E sobretudo deixemos de chorar por não termos meias quando os que não têm pés, dão graças por estarem vivos.

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sábado, 3 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Vocação e profissão

Louvor e gratidão

Passei três dias no hospital. Questão de intervenção cirúrgica à vesícula.
Realmente tinham razão os que me diziam que era relativamente fácil, não muito doloroso, sem perigo. Alguns furos e… trabalho feito. Agora é só ter a paciência de reservar algum tempo para descanso e se recompor.
Pois isso é que eu não tenho. Preciso ainda de aprender a parar quando é preciso, respeitar as necessidades do corpo, que a máquina precisa também de atenção.
No entanto o que me apraz aqui registar é a delicadeza, a solicitude, a atitude de serviço profissional e vocacional do pessoal de saúde do hospital. Médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, todos sem excepção (pelo menos os que contactaram comigo), se mostraram dignos do serviço que prestam. Só lhe fica bem e honram a profissão que exercem.
Em tempos tão conturbados no que à saúde diz respeito, aqui fica o meu louvor e agradecimento públicos.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2007 Post By: Jiji

Hora de poesia

Zé "O Esquecido"

Engenheiro ou Bacharel
Respondeu sem gaguejar
Levou montes de papel
Para tudo comprovar

Até propinas pagou
Imaginem, vejam só!
Os recibos nos mostrou
Alguns deles já com pó

Das fichas d'Assembleia
Que dizem ter a dobrar
Esqueceu, não faz ideia
Como foram lá parar

Também um ex-Professor
Que nunca mais contactou
Viria a ser Director
Por Despacho que assinou

Com as falhas de memória
E o nariz tão comprido
Inda vai ficar na História
Como ZÉ "O ESQUECIDO".

Poema recebido por mail